Mapa
O que as pessoas sentem em cada café, com as provas mais recentes pesando mais.
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provas recentes pesam mais · como é feito
Ana Paula Condado
Fernando Nakayama
Floresta Negra
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Jabuticaba
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Manassés 24/137
Patrick Franco
Paulo Izidro
Paulo Mengali
Roseira
Selvagem
Vulcânico
Como este mapa é feito
Quem prova um café marca até 3 notas num vocabulário fixo de 43 descritores em 7 famílias, adaptado da roda de sabores da SCA e do léxico sensorial do World Coffee Research. Vocabulário fechado é o que permite somar respostas de pessoas diferentes: é o método CATA (check-all-that-apply) da ciência sensorial, que mede a frequência de citação de cada descritor entre provadores comuns, sem treinamento e sem escala de pontos.
Cada pessoa conta uma vez por nota. A prova é anônima e agregada por voz: provas repetidas da mesma origem não somam, vale a mais recente. Nenhum dado pessoal é guardado.
O tempo pesa. Cada prova perde metade do peso a cada 14 dias (decaimento exponencial, o mesmo princípio da média móvel exponencial de séries temporais) e sai da conta depois de 60 dias. Café é produto vivo: o lote roda e a torra evolui, então o mapa retrata o que está na xícara agora, não a média de tudo que já passou.
O corpo de cada palavra é a intensidade relativa: a nota mais pesada define a escala e as demais aparecem em proporção. Nenhuma contagem absoluta é publicada. Uma palavra fica vermelha quando subiu: mais pessoas a citaram nos últimos 7 dias do que nos 7 anteriores.
Um mapa só é publicado a partir de 3 pessoas diferentes. Antes disso ele está em formação.
Referências: SCA Coffee Taster's Flavor Wheel (2016) e WCR Sensory Lexicon (World Coffee Research, 2016); sobre perguntas CATA, Adams et al. (2007) e Ares e Jaeger (2015); sobre suavização exponencial, Brown (1956).